Querência
Vitor Ramil
- Am*2
- B7*2
- Em*2
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Em Deixei a velha querência Saí de lá mui novinho Com tabuleta ao focinho E a marca já descascadaAm Ponta da cola aparadaEm Sinal de laço ao machinho Por estes campos afora Deste Rio Grande infinito De pago em pago ao tranquito Repontando o meu destinoAm Do campo grosso pro finoEm Fui me criando solitoAm Angico, Mariano PintoEm Picada onde me crieiAm Por tudo ali eu andeiEm Bebendo e jogando a tavaB7 Bem montado sempre andavaContinúa después del anuncioEm Corri carreira e dancei Cruzei picadas escuras Prum baile ou jogo de prenda Derrubei porta de venda Pra tomá um trago de canhaAm E esporeei boi na picanhaEm Em tudo que foi fazenda O que viesse eu topava Serviço, festa ou peleia Cortei muita cara feia De indiozito retovadoAm E amancei muito aporreadoEm Com pé-de-amigo e maneiaAm Um dia me deu saudadesEm E eu fui rever o meu pagoAm Sentir da china o afagoEm E o vento frio do pampeiroB7 No coração caborteiroEm Do meu peito de índio vago O tempo passou, lá se foi E eu não queria que fosse Tudo pra mim terminou-se Nem eu sou mais o que eraAm A estância virou tapera E o que era xucro amansou-seAm E hoje só o que me restaEm É o pingo, o laço e o palaAm Pistola, só com uma balaEm E a estrada pra bater cascoB7 No cano da bota um frascoEm E um fiambrezito na mala!