Cidade Doída

Viva Voz

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    Ah, minha cidade suja
    De muita dor em voz baixa
    De vergonhas que a família abafa
    Em suas gavetas mais fundas
    De vestidos desbotados
    De camisas mal cerzidas
    Com tanta gente humilhada comendo pouco
    Mas ainda assim bordando de flores
    Suas toalhas de mesa
    Suas toalhas de centro de mesa com jarros
    Na tarde, durante a tarde
    Durante a vida
    Cheio de flores de papel crepom
    Já empoeiradas

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    Ah, minha cidade suja
    De muita dor em voz baixa
    De vergonhas que a família abafa
    Em suas gavetas mais fundas
    De vestidos desbotados
    De camisas mal cerzidas
    Com tanta gente humilhada comendo pouco
    Mas ainda assim bordando de flores
    Suas toalhas de mesa
    Suas toalhas de centro de mesa com jarros
    Na tarde, durante a tarde
    Durante a vida
    Cheio de flores de papel crepom
    Já empoeiradas
    Minha cidade doída

    Información de la canción

    Composición: Ferreira Gullar y Milton Nasimento

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