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    Uma porteira que existia onde eu morava
    Quando a noitinha chegava ali toda a vizinhança
    Contando estórias ao luar se reuniam
    Junto a porteira que um dia viu raiar a minha infância
    Ficava ao lado de uma estrada boiadeira
    A batida da porteira ecoava no sertão
    Ecos que ainda permanecem em meus ouvidos
    No estradão de chão batido chão de minha solidão

    Como a porteira que eu fechei lá no estradão
    Outra porteira dentro no meu coração
    Hoje divide meus caminhos desiguais
    Que se fechou no triste adeus do nunca mais

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    Porteira velha no caminho de meus passos
    A batida de seus braços em seu peito de madeira
    Foi a divisa da infância pra mocidade
    No batente da saudade ficou marcas verdadeiras
    Da outra banda eu deixei o meu passado
    E chorando deste lado arrasto a cruz do presente
    Presente triste de chegadas e partidas
    Onde a porteira da vida deixou marcas no batente

    Información de la canción

    Composición: Jose Fortuna y Carlos Cezar

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