O Bolicho do Passo

Volmir Coelho

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    Ficou na livreta sobre o balcão riscado
    A história de tantos, mençol e changueador
    Eram fartas as tulhas, sombra grande pros pingos
    Que enfeitavam domingos na tarde de um corredor

    Retumbavam risadas, lá pro lado do passo
    Sobre o verde do pasto, o trevo era ferido
    Por pingos bem domados, pra desafiar carreira
    Gauchada faceira, sobrava motivos

    Alcides Ribeiro lá do passo do Blanco
    Alpargata e tamanco, fumo e palha também
    Fazenda por metro, pro vestido ou bombacha
    Farinha e bolacha, pra pagar fim de mês

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    Parador de tropas, pousada de andantes
    Igreja dos errantes, que afogavam as penas
    Por amores perdidos, ou somente por vícios
    No altar de um bolicho, rezar não vale a pena

    Mingou-se as tulhas, calou-se as risadas
    Ficou amarelada, a livreta também
    E conta do tempo, que montavam domingos
    Que se foi num domingo, em direção ao além

    Alcides Ribeiro lá do passo do Blanco
    Alpargata e tamanco, fumo e palha também
    Fazenda por metro, pro vestido ou bombacha
    Farinha e bolacha, pra pagar fim de mês

    Información de la canción

    Composición: Volmir Coelho

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