Café com Prosa

Vozes de Aruanda

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    Ô fío, ô fía
    Escuta um conselho meu
    Pode faltar tudo na vida
    Mas nunca te falta eu

    Quando teu peito aperta
    Eu respiro devagar
    Quando tua lágrima cai
    Sou chão pra ela pousar

    Sou presença no silêncio
    Sou raiz no coração
    Sou guarda na tua estrada
    Sou firmeza na canção

    No sussurro do vento
    É minha voz que ecoa
    Na brasa que nunca apaga
    É minha reza que abençoa

    E eu canto em verso manso
    Quase em canto de oração
    Eu tô contigo
    Eu tô contigo

    Na curva do destino
    No peso da missão
    Na força do tempo
    No sopro do chão

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    A paciência é minha guia
    O tempo é meu saber
    Até pedra vira pó
    Até dor pode se desfazer

    Eu te ensino a esperar
    Fío sem medo de atrasar
    Como Lua que renasce
    Como fruto à adoçar

    Ô fío, ô fía
    Quando a vida fechar portão
    Abre o peito que eu entro
    Sem precisar de permissão

    Sou canto na noite escura
    Sou caminho na perdição
    Sou abraço invisível
    Sustentando tua mão

    E vou falando e cantando
    Guiando, sem pressa andar
    Não com grito, mas com calma
    Como o rio a deslizar

    Porque amor de velho não corre
    Se assenta como raiz
    Se firma no teu destino
    Se eterniza e te faz feliz

    Lembra sempre meu fío
    Nunca caminhastes só
    Na sombra e também na luz
    Eu sempre estive ao teu redor

    E no riso ou no lamento
    No choro ou na alegria
    Sou preto velho guardando tua alma
    Todo dia

    E canto baixinho
    Com fé e com verdade
    Eu tô contigo
    Eu tô contigo

    Na dor
    Na saudade
    Na vida
    Na eternidade

    Información de la canción

    Composición: Vozes de Aruanda

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