Apoteose do Nada

Walber Costa

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    Hoje eu acordei sorrindo pro espelho
    Como quem não deve nada a ninguém
    Ignorei o mundo lá fora gritando
    E fingi que tava tudo bem

    As ruas cantavam promessas vazias
    Com vozes que eu já decorei
    E eu repeti como um velho costume
    As mentiras que eu mesmo criei
    Vamos brindar aos erros de sempre
    Aos discursos que ninguém mais crê
    Às certezas vendidas na esquina
    E ao medo de não pertencer

    Que seja eterno o que nunca existiu
    Que seja belo o que já se perdeu
    E que a gente continue fingindo
    Que o mundo não desmorona em nós

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    Celebramos a dor disfarçada
    Com sorrisos prontos pra postar
    Construímos castelos de vidro
    Só pra ver tudo desabar
    E no fundo ninguém se escuta
    Mas todo mundo quer falar
    E o silêncio que sobra na noite

    É o que ninguém quer enfrentar
    E quando a luz se apagar
    Quem vai lembrar de quem você foi?
    E quando o som se calar
    O que sobrou de nós dois?

    Que seja eterno o que nunca existiu
    Que seja forte o que já se partiu
    E que a gente continue gritando
    Pra não ouvir o que vem depois

    Vamos brindar ao fim anunciado
    Ao começo que nunca chegou
    Às histórias mal terminadas
    E a tudo que a gente ignorou
    Vamos cantar até não restar nada
    Nem razão pra continuar
    Porque no meio de tanta mentira
    Talvez seja tarde pra mudar

    Hoje eu desligo o mundo lá fora
    E encaro o que eu sempre evitei
    Porque no meio de tudo em ruínas
    Ainda existe um resto de mim
    Que eu não sei se salvei

    Información de la canción

    Composición: Walber Costa

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