Um Taura do Rio Grande

Walter Moraes

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    Saltei de dentro do rancho
    Ouvindo o cantar do vento
    Arrastando argolas e tentos
    No pedregal do terreiro

    Quem nasceu pra ser domeiro
    Traz madrugada na encilha
    E repassa qualquer tropilha
    Com cismas de caborteiro

    Só trago a força no braço
    E na curvatura das pernas
    Pois maula não se governa
    Nem se para mal costeado

    Quando salto embodocado
    Tenteando a sombra da Lua
    Lanhando ao golpe das puas
    Paletas de um desbocado

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    Um taura deste rio grande
    Tem valentia de sobra
    Quando um bocudo se dobra
    Lonqueado a mango e espora
    Solitos num campo afora
    Na mais campeira paisagem
    Só quem tem sangue e coragem
    Por certo não se apavora
    Só quem tem sangue e coragem
    Por certo não se apavora

    Faço da lida campeira
    A minha vida nos bastos
    Dobrando a ponta de cascos
    Mapeando algum corredor

    Campeiro e alambrador
    Ponteiro de tropa e posteiro
    De vez em quando povoeiro
    Nos braços de alguma flor

    E quando falta um gaiteiro
    Numa noite redomona
    Junto no peito a cordeona
    Como quem trata uma bela

    E canto uns versos pra ela
    Que só de ouvir se arrepia
    Enquanto a Lua me espia
    Pelas frestas da janela

    Um taura deste rio grande
    Tem valentia de sobra
    Quando um bocudo se dobra
    Lonqueado a mango e espora
    Solitos num campo afora
    Na mais campeira paisagem
    Só quem tem sangue e coragem
    Por certo não se apavora
    Só quem tem sangue e coragem
    Por certo não se apavora

    Información de la canción

    Composición: Walther Morais, Paulo Ricardo Costa y Getulio Silva

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