Egua Tostada
Walther Morais
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Tono:
[Primera Parte]D A Recebi um chasque faz algum tempoD Vindo das bandas da EncruzilhadaA Por la teria uma égua tostadaD Solta no campo por ser aporreadaA E o seu dono, um rico estancieiroD Pra um bom ginete dava uma invernada Se botasse as garras, subisse pra oA lomboD Domasse aquela potra endiabrada Eu sou ginete deste meu Rio GrandeG Nao acredito em alma penadaA D Saltei no lombo do meu pingo baioA D E fui a procura da égua famada [Segunda Parte]D A Cheguei na estancia era manha cedoD O dia ainda estava clareandoA La no galpão junto ao pai-de-fogoD A peonada estava chimarreandoContinúa después del anuncioA Pedi licença e me apresenteiD E a todos eles eu ja fui saudandoA Tomei uns mates e logo endagueiD Pelo patrão que estava desafiando Ja apresentou-se um senhor sisudoG Nao sou gaucho de andar inventandoA D Se tens coragem pra o desafioA Eu trago a tostada, vai seD preparando [Tercera Parte]D A Ha muito custo de toda peonadaD Aquela tostada se foi pra mangueiraA Ja fui pealando e botando o bucalD E abotoando naquela tronqueiraA Botei a xerga e agarrei a crinaD E ja montei no estilo da fronteiraA Olhei pro campo e prendi o gritoD Podem abrir no mais, essa porteira Saltou berrando, saiu corcoveandoG Mas não ligo pra gueixa matreiraA D Esta e mas uma como tantas outrasA D Se eu não amanso se vai pra graxeira [Cuarta Parte]D A No outro dia eu voltei a estanciaD Fui esbarrando junto ao galpãoA Boleei a perna da égua tostadaD Deixei a redea caída no chaoA La da janela uma prenda faceiraD A flor mais linda daquele rincãoA Me deu uma olhada e acenou sorrindoD Flor camponesa, filha do patrão Hoje eu resido em EncruzilhadaG Sou capataz da estância do PontãoA D Não ando mais como gato em taperaA D E aquela prenda tem meu coração