A Moça da Cidade

Wélerson Recalcatti

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    Ela deu corre nos pais
    Sábado bateu lá em casa
    Os seus beijos eram fatais
    Como uma arma carregada

    O seu olhar tão penetrante
    Eu sei que ela me desejava
    Queria tocar o berrante
    Enquanto eu escutava

    Ela já tava querendo
    Pra fazenda, se mudar
    Trocar a cidade grande
    E pro campo vir morar

    Aqui no interior
    Pra se tranquilizar
    Dirigir o meu trator
    E no cavalo cavalgar

    A moça da cidade
    Se amarra no moço do campo
    Aqui tem diversidade
    Boi do preto, boi do branco

    A menina quer um sujeito
    Bruto e de um jeito selvagem
    Que não tem colar no peito
    Nem brinco, nem tatuagem

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    Ela usa um chapéu
    E um cinto com fivela
    Se amarrou no meu corcel
    E até já sabe pôr a cela

    Ela trocou o arranha céu
    Pelo chão do meu celeiro
    Tiroufoto com o troféu
    Que eu ganhei num rodeio

    Ela trocou o cineminha
    Pela trama de novela
    Agora ela cria galinha
    E nunca mais foi pra favela

    A moça da cidade
    Se amarra no moço do campo
    Aqui tem diversidade
    Boi do preto, boi do branco

    A menina quer um sujeito
    Bruto e de um jeito selvagem
    Que não tem colar no peito
    Nem brinco, nem tatuagem

    Ela quer um companheiro
    Pra sua vida dividir
    Procurou num boiadeiro
    Um colo pra dormir

    Esquecer do seu passado
    E da vida que levou
    Agora ela lida com o gado
    E pra cidade não voltou

    A moça da cidade
    Se amarra no moço do campo
    Aqui tem diversidade
    Boi do preto, boi do branco

    A menina quer um sujeito
    Bruto e de um jeito selvagem
    Que não tem colar no peito
    Nem brinco, nem tatuagem

    Información de la canción

    Composición: Wélerson Recalcatti

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