Dor(Mente)

Wesley Poison

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    Em fechada mata do pensamento
    Uma peste paira-se sobre, incompleto, o mapa
    E até ao sopro do vento
    A mente para de voar
    O que então irá ecoar se o que resta
    É o que nada mais sobra?
    Se impede de abrir fresta
    No pugnar contra o ato de continuar
    A obra a própria vida

    Olvidado o porquê aqui ainda ando
    E o que posso semear, ouço pelo ar
    Faça o que mandam, assim a fartura infesta
    Pelo caminho são dados os banquetes da festa
    Miserável me consumo do que tenho arado
    A isso colaborado
    Podre é o sabor degustado
    Nutre mais, nutre mais do que temos!
    É um insulto o rejeito!

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    Na digestão, sou posto pra dormir
    Canção de ninar no fluir
    Desse coma dor (mente)

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    Composition:

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