ANTÍDOTO

Wilter MC

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    Yeah
    É surreal, tá ligado?
    A gente tenta fugir, mas
    O destino cobra

    Diz aí, o que foi que rolou?
    O cenário era cinza até tua luz mudar a cor
    Eu tava na pista, blindado, frio calculista
    Mas teu cheiro no meu peito bagunçou a minha lista
    De prioridades, de contatinho virou necessidade
    A nossa conexão transcende, é pura eletricidade
    Ninguém entendia a peça, agora aplaudem a cena
    Nós dois queimando tudo, protagonizando o cinema

    Tu me chama de Preto, diz que sou teu porto
    E quando bate a larica, é nós dois no conforto
    Seja no restaurante caro ou dividindo o podrão
    Todo mundo percebe que a gente tem a visão
    Até nas fotos tremidas, nossa vibe domina
    Tu é a obra de arte, a mais braba da vitrine

    Você é meu antídoto, mina
    Jura que não solta, se o mundo girar?
    Desmontei a marra, viciei na dopamina
    Que só teu corpo sabe me entregar

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    Não vou dar palco pra quem quer o nosso fim
    Eles pagam pra ver o meu império cair
    Inveja passa mal quando me vê assim
    Com a dama de vermelho sorrindo pra mim

    Olha essa preta dormindo, é o quadro mais caro que eu tenho
    Virei segurança do sono, no teu descanso eu me empenho
    Antes era só pente rari, corre e perigo
    Agora eu sonho acordado em ser teu melhor abrigo
    Mais que lance, é romance, meta de ser teu marido
    Imagina os menorzin com teu rosto e meu estilo, bandido
    O tempo é dinheiro, a agenda tá cheia, o corre não para
    Mas cancelo os show, derrubo os voo, se tu pedir, eu tô na sala
    Tu sabe que é meu ponto fraco, meu vício, meu norte
    Eu sou um bastardo de sorte
    E quem duvidou, agora assiste de camarote

    Você é meu antídoto, mina
    Jura que fica?
    Me fez guardar a peça e usar o coração
    Perdi a postura de cria, tô na tua mão
    Admito, não nego, é minha rendição

    Você é meu antídoto, mina
    Jura que não solta, se o mundo girar?
    Desmontei a marra, viciei na dopamina
    Que só teu corpo sabe me entregar

    Não vou dar palco pra quem quer o nosso fim
    Eles pagam pra ver o meu império cair
    Inveja passa mal quando me vê assim
    Com a dama de vermelho sorrindo pra mim

    (É o antídoto)
    (Minha cura)
    (Nós contra o mundo, preta)
    (Sempre)

    Información de la canción

    Composición: Flândio Wilter Felgueira Quilombo

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