Adeus, Heroínas: Há Deus

Wolô

  • Am7
  • B7
  • B7/5-
  • C7+
  • D7
  • E7
  • Em
  • Em9
  • F#m7/5-
  • G7+
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Key:
Em9 B7 Era a melancolia
Em9 Do cotidiano morno,
B7 Que torneava o torno,
B7/5- E7 Que só se repe ti a;
Am7 D7 G7+ C7+ E a sede de amor ardia
F#m7/5- B7 Em E7 Até incendiar o forno;
Am7 D7 G7+ C7+ E a aridez era tanta
F#m7/5- B7 Em E7 Que um simples vapor na garganta,
Em9 B7 Gerava a miragem feliz
Em9 De mil transbordantes cantis. (usar os mesmos acordes nas estrofes seguintes) Veio o degrau do fumo, Do cotidiano tonto, Do embalo sempre pronto Nos becos do consumo, E o consumidor sem rumo Voltava pro mesmo ponto; E a ilusão era tanta Que a droga tragando a garganta Soprava a imagem fugaz
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De um minutinho de paz. Veio uma vida tola, De cotidiano asco, Pois no pequeno frasco, No bulbo da papoula, No tubo daquela ampola Reinava o seu carrasco, E a dependência era tanta Que o mínimo nó na garganta Forçava na veia as poções, Cadeias de suas prisões Veio o inconformismo Do cotidiano drama, Atrás a pobre fama, Na frente só o abismo No chão movediço a lama, No interior pessimismo, E a solidão era tanta Que o mundo apertando a garganta Gritava que ele cedeu, Berrava que ele se deu. No beco sem saída Deitou-se a céu aberto, A morte já por perto, A vista escurecida, Mas num lampejo de vida Olhou para o lado certo, E a luz do céu era tanta, Que o gritou jorrou da garganta: - Senhor, não se esqueça de mim, - Senhor tenha pena de mim. O peito arrependido Tomou a dose certa, E numa Bíblia aberta Achou o amor perdido Pois Cristo Jesus liberta O coração oprimido E a libertação é tanta Que arranca de vez da garganta, O vício, o resquício, o pó, O trago, o estrago e o nó. Pois foi crucificado O homem sem defeito Que amava Deus no peito E o pecador do lado Que abominava o pecado ? Pecado por nós foi feito ? E a morte na cruz era tanta Que Cristo o Senhor da garganta, Doou seu Espírito são, Semente da ressurreição. Veio uma vida eterna, Ressuscitada e nova, E a cotidiana prova É essa fonte interna Na vida que Deus governa E ternamente renova; E a transformação é tanta Que o próprio Senhor na garganta Transborda a mensagem da cruz, Convida a beber de Jesus.
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Composition: Wolô

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