De Campo e Galpão

Xirú Missioneiro

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    De vez em quando pela estância se ouve um grito
    De um piazito enforquilhado num erão
    Quando o matungo aluado e cabuloso
    Esconde o toso lá na frente do galpão
    Salta da goela de algum pardo que se peala
    Capa, assinala, leva a marca e trás o trago
    Isto são gritos que se fundem junto a poeira
    Pelas mangueiras das estâncias do meu pago

    O cosa linda ver um maula se arrastando
    Sair chaireando que nem beiço campo a fora
    Eo mango véio pelo ar se desdobrando
    Descer cantando de aporfia com as esporas
    Lá onde eu venho, trago assombro nos pelegos
    Onde me achego perna aberta e cacho atado
    Em cada rancho que m'inha se boleia
    A pampa apeia pra matear no meu costado

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    O cosa linda ver uma indiada pealando
    O laço chiando campiasmando um desmamado
    Porteira a fora de puxa rei sobre lombo
    Em cada tombo fede a couro sapecado
    Só quem nem nasceu em berço xucro e foi criado
    Enforquilhado nos matungos do rincão
    Pode trazer sua querência na garganta
    Pela estampa de um centauro pacholão

    Información de la canción

    Composición: Xiru Missioneiro

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