De Queixo Atado

Xirú Missioneiro

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    Deu na rádio hoje à tardinha nas notícias do interior
    Que na estância cata-vento faleceu um domador
    Pois mais tarde o locutor tirou a limpo o sucedido
    Quem morreu foi o joão da nóca um ginete conhecido
    Era o primeiro galope do mal la crina enredada
    O domador vinha chegando pediu por taura a bolada
    E ali perto do palanque mais ou menos quatro e meia
    O diabo lhe amadrinhava e a morte agarrou na orelha (2x)

    Deixou o mundo num bagual que largaram mal de cepo
    E vai passar amanhã de tarde de queixo atado no pepo (2x)

    Alçou a perna num maleva deu um suspiro profundo
    E largou um gritito debochado, se despedindo do mundo

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    Pois mal se afirmou no basto, o pobre do joão da nóca
    E o potro saiu cavando meteu as mão numa toca
    Trocou de ponta parceiro se ouviu um estalo de osso
    E o joão da nóca quietinho tinha quebrado o pescoço
    No caixão vai suas espora o mango, um pala franjado
    Também um manojo de crina que ele arrancou do aporreado
    Agora a radio anuncia a desgraça que assucedeu
    Repete de hora em hora que o joão da nóca morreu (2x)

    Deixou o mundo num bagual que largaram mal de cepo
    E vai passar amanhã de tarde de queixo atado no pepo (2x)

    Quem morre na legendária são borja, passa defronte a antiga casa do pepo,
    Em direção ao campo santo

    Información de la canción

    Composición: Pedro Ortaça

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