Fogo de Chão

Yamandú Costa

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    Com meu velho violão de guerra
    Onde eu passo eu canto à minha terra
    Canto, terra
    Canto

    Levo nos meu olhos um bocado
    Deste chão dos aparados
    Contra fortes chapadões

    Cruzo os sete mares
    Sou guardado pela reza dos sagrados
    Sete povos das missões

    Ando como quem anda nas trilhas
    Das carretas, das coxilhas
    Do banhado do taim

    O meu sangue quente é das guerrilhas
    E as paixões são farroupilhas
    A pulsar dentro de mim

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    Minha estrela risca o céu azul
    Minha estrela é luz que vem do sul

    Minha estrela risca o céu azul
    Minha estrela é luz que vem do sul

    Canto, terra
    Canto

    Minha alma é indócil como um potro de rodeio
    O meu peito tem fogo de chão
    E por onde eu ando meu cavalo não tem freio
    Minha vida não tem direção

    Faço do destino uma prenda de rodeio
    Pra contar histórias de galpão
    E quem me acompanha é o negrinho do pastoreio
    Conduzindo o meu coração

    Canto, terra
    Canto

    Com meu velho violão de guerra
    Onde eu passo eu canto à minha terra

    Canto, terra
    Canto, chão

    Información de la canción

    Composición: Paulo Cesar Pinheiro y Yamandu

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