O Circo Das Almas Desfiadas

Zaylê

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    Entre cortinas de sonhos rasgados
    Dançam palhaços, desalmados
    Com lágrimas de prata e pés no abismo
    Cada passo é um cisma, um paradoxo no ritmo

    O trapezista voa e se esquece do chão
    Enquanto a plateia aplaude a sua própria ilusão
    E o mágico, velho e sábio, só ri
    Porque sabe que a fuga também é um fim

    Ôô, quem dança no fio da lâmina fria?
    São almas desfiadas na melodia
    O palco é um espelho, o show nunca para
    E a vida? Só uma luva de cara pintada!

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    O equilibrista bebe o vinho da vertigem
    Enquanto o domador dorme com seus leões de estimação
    A bailarina gira num compasso de eternidade
    Seu tutu é feito de tinta e saudade

    E o coringa, ah, o coringa!
    Faz piada da própria sina
    Entre cartas marcadas e risadas falsas
    Ele é rei, é peão, é a própria casa

    Ôô, quem dança no fio da lâmina fria?
    São almas desfiadas na melodia
    O palco é um espelho, o show nunca para
    E a vida? Só uma luva de cara pintada!

    Quando as luzes se apagam e o pó vira poema
    Restam os versos, o eco de uma arena
    E quem ouvir seu próprio riso no escuro
    Saberá que o truque sempre foi o mundo, puro

    Información de la canción

    Composición: Zaylê

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