Cristais do Tempo

Zé Ramalho

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    Como são belos esses cristais
    Que transparecem como manhãs
    Embolam coisas em precipícios
    Em cada ofício de suas mães
    Eles imperam nos arrebóis
    Nas carabinas e furacões
    Em cada rosto é tão difícil
    Ver o ofício de suas mãos
    Nos olhares desses meninos
    Há o silêncio que há no fogo
    E o clarão das capitais
    E eles dormirão nos ventos
    Encobertos e atentos
    Haverão de sufocar...
    Os milhares de venenos
    Que situam-se nas fontes
    Nos olhares dos pequenos
    Que veriam adamastor

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    Composition: Ze Ramalho

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