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    Eu levo
    Uma vidinha bem modesta
    Se não posso fazer festa
    Vou vivendo como der

    Tem certos dias
    Que não tenho nem tempero
    E dá um certo desespero
    Na coitada da mulher

    Mas quando vejo
    A tristeza e o desgosto
    Estampado em seu rosto
    Me revolta o coração

    Aí então
    Eu saio desesperado
    Vou à vendinha do lado
    E meto a cara num pingão

    Meu Deus do céu
    Como é triste meu calvário
    A vidinha de operário
    Que se esgota no suor

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    Tem certos dias
    Que o desgosto chega a tanto
    Que é preciso ser um santo
    Pra não fazer o pior

    Às vezes
    Pra esquecer a desventura
    Vou buscar a minha fuga
    Num jogo de futebol

    Mas no outro dia
    Tudo volta ao que era antes
    As notícias mais chocantes
    E as trombadas nos faróis

    Eu recomeço
    A vidinha rotineira
    E levo a semana inteira
    Submisso ao vai e vem

    Aí então
    Quando chega no domingo
    No pingão é que me vingo
    E discorro meu desdém

    Meu Deus do céu
    Como é triste meu calvário
    A vidinha de operário
    Que se esgota no suor

    Tem certos dias
    Que o desgosto chega a tanto
    Que é preciso ser um santo
    Pra não fazer o pior

    Información de la canción

    Composición: Ronaldo Adriano y Moniz

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