Outra Canção do Exílio

Zeca Baleiro

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    Ainda sou um pária como no início
    Perto do começo, longe do comício
    Preso rebelado na rebelião
    Louco perigoso por detrás do riso
    Sem medo do gozo nem do prejuízo
    Revolucionário no meu coração

    Já morei em casa e apartamento
    Mas eu tenho asa e voo com o vento
    Tanta vida existe na imaginação
    Eu imaginando invento o futuro
    Um tempo de luz que amaine tanto escuro
    E derrube o muro da atroz solidão

    Tenho os meus vícios, tenho os meus hobbies
    Não rezo a Cristo nem a Steve Jobs
    O que eu preciso que caiba em minha mão
    Sonho como sempre, como não, preciso
    Não igual a antes quando o paraíso
    Era meu desejo, minha ambição

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    Se estou vivo, vivo à sombra do perigo
    O que era novo hoje é antigo
    O que é moderno logo será vão
    Eternos só a lágrima e o sorriso
    Vamos sair para ver o Sol, preciso
    É no céu que piso, dê-me a sua mão

    Você diz que não há mundo melhor
    Que a vida é só isso, isso só
    Enquanto as verdades se tornam pó
    Veja, as flores crescem em nosso redor

    Não permita Deus que eu morra sem que eu volte
    Pra perto do menino que fui, que não falte
    A centelha velha do amor, da canção
    Que não falte sangue, ar e alegria
    Pra que eu veja a sempre nova luz do dia
    Quantos dias suporte o meu coração

    Você diz que não há mundo melhor
    Que a vida é só isso, isso só
    Enquanto as verdades se tornam pó
    Veja, as flores crescem em nosso redor

    Você diz que não há mundo melhor
    Que a vida é só isso, isso só
    Enquanto as verdades se tornam pó
    Veja, as flores crescem em nosso redor

    Información de la canción

    Composición: Zeca Baleiro

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