Encontro Milagroso

Zilo e Zalo

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    Mesmo sabendo
    Que era contra a lei divina
    Um certo homem
    Sem piedade foi embora
    Deixou a esposa e um filhinho
    Entre soluços.
    E foi pra longe por esse mundo a fora.
    E foi assim que longos anos
    Se passaram
    Em sua casa ele não mais regressou.
    O seu filhinho foi crescendo
    Ficou homem
    E no colégio para padre se formou.

    Um grande roubo
    Os jornais anunciaram
    Foi assaltado numa noite de verão
    Um grande banco
    Numa rua da cidade.
    Mas a polícia, prendeu um velho ladrão.
    E como sempre a justiça foi severa
    Logo o juiz deu a triste condenação
    E aquele que deixou seu lar um dia
    Iria agora residir numa prisão.

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    Lá no presídio o condenado ia vivendo
    Arrependido ele chorava todo dia
    Lembrava agora do filhinho e da esposa
    Que a muitos anos por sua culpa não via
    Em uma noite muito fria e chuvosa
    O prisioneiro com o guarda foi falar
    Estou morrendo por piedade me socorra
    Chame um padre que eu quero me confessar.

    Naquela noite quando o padre foi chegando
    Acompanhado por um de seus coroinhas
    Na agonia o prisioneiro foi dizendo
    Eu morro triste, é muito grande a culpa minha
    A longos anos por capricho e por vaidade
    Abandonei minha família sem razão
    Se Deus do céu fizesse hoje um milagre
    Pra ver agora meu filhinho do coração.

    Ouvindo isso o padre foi ajoelhando
    Beijou o rosto daquele homem querido
    Aquele velho que morria era seu pai
    Que Deus do céu ali os dois tinha unido
    O padre disse chorando que nem criança
    A sua esposa a muito tempo já morreu
    Ela era minha mãezinha adorada
    Você é pai e o seu filho sou eu.

    Información de la canción

    Composición: Leo Canhoto

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