Poema Rítmico do Malandro

Zito Righi

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    A vida não vai tão mal
    Ora, vejam que legal
    Zito Righi e sua banda
    Indo-se à Alucinolândia
    Para levá-los ao bom-alucino-rock-bom
    Nas delícias do seu som!

    Subindo, descendo o morro cadente
    Cuidando-se o máximo, o mais atraente
    Lá vai o malandro, o dono do mundo!

    Se pensam que é fácil levar essa vida
    Enganam-se, caros, as coisas são atrevidas
    É demais o cansaço, terrível o pulo
    Jogar o baralho, jogar capoeira
    Fazer samba à toa, beber noite inteira!

    Que vida mais besta, que coisa mais linda
    Ser bamba no morro, ser sambista de fato
    Dizer: Nunca corro, me matam ou mato!
    Ter uma mulata por inspiração
    Pra fazer mais amor e ouvir seu violão!
    Ô vida difícil, ó vida cansada
    Mas mudar de vida que nada que nada!

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    Mas chega um dia, na maior delícia
    Ninguém no desdenho protege a polícia
    É que ficou louco o mundo, a cidade
    A puta, a luxúria e a vaidade
    Chegou carnaval, chegou carnaval!

    Ninguém quer ninguém, todos querem tudo
    Aqui tudo vale qualquer absurdo
    E é nesse dia, assaz, diferente
    Que o malandro é mais homem no meio da gente!

    Mais bamba que nunca, sapateia no asfalto
    Ao lado das negras é o partido alto
    Samba, malandro, e samba mulata
    Mostrem mais um sentido da vida ingrata!

    Depois com o crioulo, depois oh mulata
    Voltando ao morro depois dessa data
    Lá de cima, felizes, contemplando a cidade
    Digam sem favor!

    Escrevemos samba no asfalto selvagem
    Escrevemos samba no asfalto selvagem
    Escrevemos samba no asfalto selvagem
    Escrevemos samba no asfalto selvagem
    Escrevemos samba no asfalto selvagem!

    Información de la canción

    Composición: Sonia Santos

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