Purificação (Versão Billy Killer)

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    Nascido no beco, criado no sangue
    Aprendi que a vida só vale quando arranca o que você ama
    A cidade é um túmulo e eu sou o coveiro
    Um coelho azul com olhos mortos, o pesadelo inteiro

    Meu velho sumiu, minha mãe apodreceu
    Cresci no silêncio, só o grito que me protegeu
    Gangues e policiais, tudo é podridão
    Aprendi que não existe justiça, só execução

    Quando a noite cai, o meu rosto aparece
    E quem cruza meu caminho
    Não se esquece
    Cavei meu nome na carne e no medo
    Meu porrete com espinhos é o meu credo

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    Não sou herói, não sou vilão
    Sou a febre que apaga seu coração
    Se quer redenção, vai rezar em vão
    No fim da rua, só tem escuridão

    Quando a Lua beija o asfalto
    Só eu que ando!
    O medo se arrasta no chão
    Sob o meu comando!
    Vou limpar todo esse mal
    E no julgamento final
    Vão sentir o peso
    Do Golpe Fatal!
    Então me ouça gritar!
    As lâminas vão cantar!
    Eles chamam de matança
    Eu chamo de purificar!

    Eu vi crianças vendidas por um prato de pão
    Vi homens queimando só por diversão
    Vi a lei proteger quem paga mais
    E os inocentes virarem cinzas, nada mais

    Eu não sou um soldado, não sirvo a patrão
    Meu exército é o eco do meu passo no portão
    Quando bato, não é só pra ferir
    É pra marcar o que não deve existir

    O sangue é a tinta, a rua é minha tela
    Meu trabalho é pintar até que não sobre novela
    Se a cidade é doente, eu sou a infecção
    Se a cidade é fraca, eu sou a destruição

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