Chove lá fora
Cidade não para
Mas quando é Brasil
Eu travo o mundo
Salto na calçada, passo apressado
Relógio correndo, tudo cronometrado
Mas se a bola rola eu paro geral
Sampa inteira entra no mesmo sinal
Neon refletindo no vidro molhado
Olhar focado, celular do lado
Notificação explodindo na mão
Mas eu tô presa na transmissão
Entre prédios altos e luzes frias
Eu guardo minhas energias
Falo pouco, observo mais
Mas quando vibro, ninguém segura jamais
Trabalho, rotina, conexão
Mas o jogo corta a tensão
Cada lance vira um choque
No peito forte como um bloco
Calma por fora
Cidade em volta
Mas dentro
Tá acelerando
Eu sou mina de Sampa
Fria na postura, quente na alma
Quando o Brasil entra em campo
Eu viro pura descarga
Eu sou mina de Sampa
Pode até não notar
Mas quando sai o gol
A cidade inteira vai gritar
Eu sou mina de Sampa
Fria na postura, quente na alma
Quando o Brasil entra em campo
Eu viro pura descarga
Eu sou mina de Sampa
Pode até não notar
Mas quando sai o gol
A cidade inteira vai gritar
Se o jogo aperta eu fico quieta
Mas minha mente tá em alerta
Eu analiso cada jogada
Antes mesmo de ser formada
Se encaixa, eu levanto na hora
Se erra, eu sinto lá dentro agora
Mas nunca deixo de acreditar
Porque Sampa também sabe sonhar
No metrô ou no bar da esquina
Todo mundo entra na mesma vibração fina
É desconhecido virando irmão
Por causa, de uma só paixão
Entre o caos e a precisão
Eu carrego essa emoção
Organizada até explodir
E ninguém consegue impedir
Sirene ao longe
Chuva caindo
Cidade acordada
Mesmo sorrindo
É frio
É quente
É Sampa
Eu sou mina de Sampa
E ninguém vai me parar
Se o Brasil entra em campo
Eu começo a levantar
Eu sou mina de Sampa
Com fogo no olhar
Se tem jogo agora
Eu só paro quando acabar
Eu sou mina de Sampa
E ninguém vai me parar
Se o Brasil entra em campo
Eu começo a levantar
Eu sou mina de Sampa
Com fogo no olhar
Se tem jogo agora
Eu só paro quando acabar
Hey! Hey!
Brasil! Brasil!
Hey! Hey!
Sampa!
Hey! Hey!
Brasil! Brasil!
Hey! Hey!
Sampa!
Cidade não para
Mas eu parei
Porque é Brasil
E eu tô aqui até o fim