Eu vi um homem hoje com uma montanha nas costas
Caminhando por uma estrada que não tinha respostas
Eu não sabia o seu nome ou a cor do seu céu
Mas vi minha própria dor sob o seu chapéu e seu véu
Se eu fechar a minha porta e apagar a minha luz
Eu não apago o mundo, eu só aumento a minha cruz
Uma ponte é uma prece feita de madeira, suor e aço
Conectando as feridas que eu e ele carregamos no passo
O que nos separa é menos do que o que nos une
Mesmo que a maldade humana o nosso peito desafortune
O sangue que corre nele tem o mesmo tom do meu
E o Deus que ele busca é o mesmo que me acolheu
Não há eles ou nós quando a fome aperta o estômago
Somos todos viajantes nesse pálido e azul relâmpago
Cada gesto de ajuda é um tijolo no novo mundo
Onde o amor ao próximo não é algo vagabundo
O espelho do estranho, refletindo quem somos
Somos todos viajantes, sob os mesmos átomos
Gentileza é o caminho, pra curar cada cicatriz
Onde o amor ao próximo, nos faz enfim mais feliz