Uma borboleta no oriente bate as asas no ar
E um coração no ocidente sente o sopro de um rezar
Estamos tecidos juntos em um tecido de ouro e de luz
Uma história de bilhões de almas que o destino conduz
O homem na esquina, a criança perdida no mar
São apenas versões do espírito que eu aprendi a amar
Quando você fere um irmão, está ferindo o próprio braço
Quando protege uma irmã, está firmando o seu passo
A maldade quer dizer que somos separados e sós
Que devemos cuidar apenas do que pertence a nós
Mas o ar não tem fronteiras e o oceano não tem nome
E o vermelho nas nossas veias é o que nos consome
Eu estendo a minha mão através do medo e do ruído
Pra dizer que eu te vejo e que você não está esquecido
O amor é a única língua que não precisa de som
Onde o mal se dissolve e tudo o que sobra é bom
Fios invisíveis, nos unindo como um só
Sob o mesmo círculo, sem medo e sem nó
Somos todos família, que acaba de começar
Nesse la–aço de vi–ida, que veio pra nos salvar