Quando nada se faz tudo
O silêncio é mais alto que o barulho
Buscar ser normal já não é mais suficiente
Ainda assim mantenho a saga de ser decente
Sou um átomo no caos do universo
A lucidez é um lampejo incerto
Traço caminhos sem dom divino
Erro tentando prever o destino
Inspiro, respiro, no corpo percebo a calma
Mas como diz a canção: O tempo não para
Assim como ele, a mente é corrente
Não respeita momento, tampouco é complacente
É certo que hora ou outra a vida ensina
Em algum momento a mente vira oficina
Mente ocupada, destino traçado
Mente vazia, o caos ao meu lado
Se a vida ensina, eu aprendo no escuro
Sou o arquiteto do meu próprio muro
Não é falta de rumo, é excesso de estrada
É o medo do grito que vem do nada
Se a mente não para, eu não posso parar
Pois quem nada constrói, teme o próprio lugar
Mente ocupada, destino traçado
Mente vazia, o caos ao meu lado
Se a vida ensina, eu aprendo no escuro
Sou o arquiteto do meu próprio muro
Não é falta de rumo, é excesso de estrada
É o medo do grito que vem do nada
Se a mente não para, eu não posso parar
Pois quem nada constrói, teme o próprio lugar
Quando nada se faz tudo
O silêncio é mais alto que o barulho