Tentei segurar o mundo, mas ele escapa da mão
A vida não tem consola, nem passe livre pra confusão
E no barulho do silêncio eu encontro algum abrigo
Um canto onde o caos se senta pra conversar comigo
E eu pensando, sem saber qual versão vai aparecer
A que enfrenta, a que recua, ou a que só quer se entender
Como é que eu respiro fundo
Se parece que falta ar no mundo
E esse peso me pedindo pra ficar de pé
Pra ser alguém
Pra parecer que tá tudo bem
Me diz pra quem eu tô mostrando
Um sorriso que já vem desbotando
Se no fim é minha alma a cobrar
Vai com calma, aprende a parar
E meus boletos tão pagos, mas meus medos tão no chão
Presto contas pra um vulto que nem sei se existe
Ou se é só pressão
Mas percebo que não sigo só, cada um carrega sua hora
E a luz que a vida esconde, cedo ou tarde ela melhora
E eu me olhando, sem saber quem de mim vai caminhar
O que fala, o que se cala, ou o que só tenta respirar
Como é que eu respiro fundo
Se parece que falta ar no mundo
E esse peso me pedindo pra ficar de pé
Pra ser alguém
Pra parecer que tá tudo bem
Me diz pra quem eu tô mostrando
Um sorriso que já vem desbotando
Se no fim é minha alma a cobrar
Vai com calma, aprende a parar
E quando o silêncio grita alto, eu entendo devagar
Que a vida também cuida, mesmo quando faz doer
E o tropeço vira reza pra manter o coração sempre insistindo
Em me mover
Como é que eu respiro fundo
Se o mundo anda tão fundo em mim
E já nem tento me esconder do que eu sou
Só deixo vir, deixar fluir assim
E se o caminho pesa tanto
Eu sigo enquanto houver lugar
Pra esse coração cansado
Mas teimoso em continuar