Olhe pra mim como quem não vê mais
O passado é o fim pra quem olha pra trás
Te dissolvo, te dissipo
Te releio em versos escritos
E o Cristo Redentor dessa cidade não é mais visto
Neblinas são turvas nas curvas
Em Santos, derrapo nos cantos
O pôr do Sol num dia tão quente
Às vezes são anos contracorrente
Passar nos trilhos dos trens de Minas Gerais
Tudo bem
O pôr do Sol à beira do abismo
Dissolve a sombra, luz e imagem do Cristo
Eu gero a vista de nós
Com fotos e o pôr do Sol
Vou te dizer
Renasço lá fora
Vista aérea do trem e nossa memória
Recorto e colo o passado
Eu tiro a foto do porta-retrato