Debruçado sobre o fio do alambrado do potreiro
Pisando a grama macia, molhada pelo sereno
Fitando firme o horizonte, 'se' despede o campeiro
Com os olhos rasos d'água
Dá o derradeiro aceno
Triste é ver um campeiro
Quando parte lá de fora
Deixando a vida do campo, de encantos e belezas
Sem achar outra saída, da estância vai embora
Ficam sonhos por metade e um futuro de incertezas
Representa que os bichos entendem seu sentimentos
Os passarinhos gorjeiam, cantos tristes de saudade
Galopa o zaino no campo, num fim de tarde cinzento
E assim vai o campeiro pra morar lá na cidade