D G D G
G
No tempo eu era viajante
D
Levava uma vida de cada
O destino o patrão que fazia
G
E não permitia entrega atrasada
C
Eu dormia até no relento quando
G
A perna estava invocada
A D
Eu fazia minha refeição de qualquer
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Pensão de beira de estrada
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Eu parei uma vez para jantar
D
A pensão que o poeta dizia
A D
Eu cheguei e guardei o meu carango
G
Por comer um frango o prato do dia
C
A mocinha foi que me atendeu
G
Sorridente piscou pra titia
A D
Logo dize se não fosse de circo
G
Eu corria o risco de entrar numa fria
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G
Eu pedi o tal frango caipira
D
Conforme ali estava anunciar
A D
Vou tomar umas duas cervejas
G
Abertas esteja muito bem asado
C
A mocinha logo foi falando
G
E apertando meu reservado
A D
Se quiser uma franga crua
G
Sou todinha tua e sentou do meu lado
D G D G
G
E abraçou e beijou loucamente
D
Não passava de uma Sardi panca
O seu pai percebeu o nosso jogo
G
Pôs no pau de fogo na minha garganta
C
Ela diz papai não exista
G
Por desista pedir não adianta
A D
E falou lhe com toda franqueza
G
Serei sobremesa após sua janta
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G
E o velho ficou furioso
C D
Foi difícil acalmar sua ira
Se eu não fosse um bom diplomata
G
Caboclo mimada dava motina
C
O meu sol que me faz faixa preta
G
Amarei o leão na embilha
A D
E a suposta fiel princesinha
G D G
Hoje é rainha, mas é da mentira