Infância Sol que aparece com raios de lindas cores
Dando esperança de vida corando pétalas de flores
Velhice Sol que se esconde num horizonte de dores
Infância cheia de amores e mirabolantes planos
Cheiro das flores da vida no vigor dos verdes anos
Velhice árvore que morre no verão dos desenganos
Infância cheia de planos brinquedos e euforias
Ilusões fantasiadas vistosas alegorias
Velhice morte dos sonhos na forca das agonias
Mocidade de alegria estudo e perseverança
Roupas espalhafatosas carnaval esporte e dança
Velhice neve do medo cobrindo o céu da esperança
Mocidade vida mansa namoro festa e paixão
Passeios e piquinics bebidas e descontração
Velhice brisa que leva as cinzas da ilusão
Mocidade e sensação olhar vivo e sedutor
Músculos exibindo forças saúde a todo vapor
Velhice rio que seca por faltar chuva de amor
Quem é moça é uma flor monstrando viver composto
Cabelos esbuasantes perfeitos anos no rosto
Velhice resto de mágoa na penúnbra do desgosto
Mocidade quadro posto de formas originais
Vestes limpas cores vivas lindos perfis faciais
Velhice nuvem sem rumo que os tempos não trazem mais
Mocidade cor da paz na fantasia da classe
Depois de tanta esperança sempre um desengano nasce
Deixando angústia no peito e marcas de plantos na face
O moço não quer que passe o bem que a vida oferece
Por ninguém o tempo espera logo a velhice aparece
Na marcha louca do tempo quem não morrer envelhece
Quem é moço faça prece tenha o velho por senhor
Lhe conforte queira bem pra na velhice e na dor
Não mastigar desenganos nem sentir cede amor
Jovem seja defensor dedique ao velho amizade
Ser velho é ser virtuoso e símbolo de autoridade
Celeiro que guarda os frutos da colheita da idade
Trate com toda amizade aos seus pais e seus avós
Não fale com rebeldia nem sequer levante a voz
Que a velhice é a herança que os anos deixam pra nós
O tempo passa veloz não espera por ninguém
Não pretendo morrer moço quero envelhecer também
Para sentir o sabor que o pão da velhice tem