Num vai prestá
Num vai prestá mais uma vez
Podem pensar que seja estupidez
Mas o trem foi de perna pro ar
Ficamos trancados sem poder extravasar
Cadiquê a viola vai ficar na poeira?
Cadiquê eu vou ficar de bobeira?
Sangue taiado de tanta confusão
Vô lavar a cara e sair pra esse mundão
Pega o serrote, estrala a chicote
Pega o pangaré e bora pro xote
Não garra nada
Fazer baderna outra vez
É pra rir, é pra brigar, é festa rachá
Chama o par que tem mé pra entornar
Apruma o corpo véi, apruma o corpo véi
Um dia a foice vai cobrar
Até lá eu vou guiar
Nessa estrada que me fez
Tomei as rédeas de uma vez
Pra cabeça não dar nó
Junto dos cumpadi eu não fico só
E vamos lá
Tem muita lenha pra queimar
Vai ficar entre a faca e a parede?
Tá mais fácil ficar de pé na rede
Pé na taboa, não pode arregá
Pega a enxada e bora capiná
Bora capinar
Um dia a foice vai cobrar
Até lá eu vou guiar
Nessa estrada que me fez
Tomei as rédeas de uma vez
Pra cabeça não dar nó
Junto dos cumpadi eu não fico só
E vamos lá
Tem muita lenha pra queimar
Óia o boi dependurado
Sai do mei
Óia o boi desalmado
Sai do mei
Sai do mei
Um dia a foice vai cobrar
Até lá eu vou guiar
Nessa estrada que me fez
Tomei as rédeas de uma vez
Pra cabeça não dar nó
Junto dos cumpadi eu não fico só
E vamos lá
Tem muita lenha pra queimar
Tem muita lenha pra queimar
Tem muita lenha pra queimar
Tem muita lenha pra queimar