Agora que eu não te vejo ao meu lado
A segredar apaixonadas juras
Busco, às vezes, do nosso amor passado
Recordar as íntimas loucuras
Faz tanto tempo, que eu não me lembro quando
Da minha vida o longo itinerário
Tu mostravas-me, a rir, que idílio santo
A pequenina cruz do teu rosário
Sempre que te via, me recordava
Do nosso amor a fantasia louca
E cada vez que a pequena cruz beijava
Eu beijava, febril, a tua boca
E o tempo passou, triste eu segui
A vida é longa e o pensamento é vário
E nunca mais e nunca mais eu vi
A pequenina cruz do teu rosário
E nunca mais e nunca mais eu vi
A pequenina cruz do teu rosário!