Hoje há quem queira a liberdade
Pra fazer o que quiser
Pois eu lhes digo: Essa é a verdade
Não há nem homem, nem mulher
Que já não seja um prisioneiro
Podem tirar as conclusões
Eu sou apenas mais verdadeiro
Porque aceito meus grilhões
Eu estou preso só porque quero
A cada um cabe um papel
Mas, pelo menos, eu sou sincero
E não é fácil ser cruel
A minha ordem é tão custosa
Eu vou lutar para manter
A liberdade é perigosa
Essa ideia vai morrer
Quando as correntes
Precisarem se romper
Continuo em frente
Meu orgulho vou perder
Fujo do meu sofrimento
Medos e preocupações
E neste momento
Vou romper esses grilhões
Yèyé yé olóomi ó
Yèyé yé olóomi ó
Yèyé yé olóomi ó
Yèyé yé olóomi ó
Yèyé yé olóomi ó
Yèyé yé
Ayába balè osum
Ayába balè osum
Ayába balè osum
Ayába balè osum
Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro
Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro
Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro
Ìyá dò sìn máa gbè ìyá wa oro
Com o corpo doído
Minha alma quer buscar
O real sentido
Do que é se libertar
Se eu venho aqui sozinho
Uma força me conduz
Por favor, me mostre
O caminho até a luz
Sou um homem, sou um escravo
Eu não sou dono nem de mim
Mas já fui forte, já fui bravo
E hoje sou sombra ruim
Tá errado quem me encerra
Essa barbárie acabou
Também sou filho dessa terra
Eu quero ser, sim, quem eu sou
Peço, minha senhora
Tua cura e teus conselhos
Mande a dor embora
Te rogo de joelhos
Quero dignidade
E que me dê a liberdade
Esta é a vez da liberdade
Do cárcere acabar
Seja feita a sua vontade
Como irei negar?
Porque às vezes me pego preso
Às ideias de alguém
Como refém
Como refém
Tive dúvidas, confesso
Pois é mais fácil se calar
Esta bênção que eu lhe peço
É para sempre questionar
Todo erro que eu flagre
Me ajude a corrigir
Pois esse milagre
É a liberdade pra seguir
Livre pra seguir