Guardo mais do que posso carregar
No peito um campo de batalha
Sorrisos falsos pra disfarçar
O caos que em mim nunca falha
A cidade acende seus sinais
Neon refletindo tentação
Dizem: Vigia o que você guarda
Mas quem vigia meu coração?
Entre o pulso e a intenção
Algo em mim quer se perder
Se o coração me engana
Como eu vou me defender?
Entre a carne e a redenção
O que habita o meu coração?
Se ele é raiz de todo mal
Guarda, senhor, o meu coração
Que me puxa pra luz ou pro chão?
No fio da contradição
Se meus olhos me traem
E meu peito quer governar
Quebra o trono do meu ego
Antes que eu perca a direção
Uma coisa eu lhe peço
Guarda, senhor, o meu coração
Jeremias sussurra em mim
Enganoso é o coração
Mais profundo que a própria dor
Mais rápido que a razão
No labirinto da emoção
Minhas sombras querem reinar
Se tudo começa aqui dentro
Me diz: Como devo guardar?
Entre o pulso e a intenção
Algo em mim quer se perder
Se o coração me engana
Como eu vou me defender?
Entre a carne e a redenção
O que habita o meu coração?
Se ele é raiz de todo mal
Guarda, senhor, o meu coração
Que me puxa pra luz ou pro chão?
No fio da contradição
Se meus olhos me traem
E meu peito quer governar
Quebra o trono do meu ego
Antes que eu perca a direção
Uma coisa eu lhe peço
Guarda, senhor, o meu coração
O que habita meu coração
Que define minha adoração
Entre o neon e a oração
Entre a batida e a cruz
Governa a minha intenção
Guarda, senhor, meu coração
Tu és a minha luz
Me guia pela escuridão
Guarda-me da contradição que existe em mim, livra-me do mal
Guarda, senhor, o meu coração
Que a graça vença a ferida
Onde a carne insiste em reinar
Nas nas mãos do meu senhor
Meu coração encontra espaço
Entre a queda e a redenção
Guarda, senhor, o meu coração