Nas ruas de Recife tem sempre uma pegada
Se liga maloqueiro quando andar de madrugada
Arranha-céus conectados por braços engessados a cima mangue, mangue
Mangue, mangue
Recife revirado, a cada metro quadrado
Sobre o asfalto está o mangue, mangue
Mangue, mangue
É menino pulando subindo poeira no pé da ladeira
Carnaval de rua, na minha, na sua, na cidade inteira
No peso das alfaias que rasga a carne e corre nas veias
Dos guerreiros dos passos, tradição de frevo incendeia
Olha a perna cabeluda
Olha a pesada pesada pesada
Olha a perna cabeluda
Olha a pesada pesada pesada