Permaneço aqui parado
Quase paralisado
Com o pensamento alucinado, desvairado
Retrocedendo outrora
No tempo do tempo
Em que fiz questão de perguntar teu nome
Olhando para o horizonte
Com a mente distante
Sentindo minha alma sem calma
Meu corpo abandonar
Sigo contido e escondido
Cada vez mais leve
No instante breve
Ao te relembrar
Sinto até, sem ar
A capacidade de voar
Com os pés do chão flutuar
E insistentemente, sem dormir
Em sonhos te buscar
Mais uma poesia componho
Enquanto me decomponho
Desmanchando em lágrimas
Por me calar
Sinto-me culpado
Um réu confesso
Que optou pelo silêncio
Ao invés de se declarar
Entretanto, tenho sentido muito
E escolhido esconder
Minha comoção
Essa emoção que se soma
E nunca some
Ao te olhar
Te ver e insistir que nada senti
É cruel
Distante, calado
Olhando sem piscar
Implorando pelo teu olhar
Em direção ao céu
Mente alucinada
Seguindo sem rumo, desvairada
Um apaixonado
Confesso réu
Tenho fugido dos teus olhos
Para não mais me apegar
Tentando te apagar
Na poesia
Deste papel