Nada é como a gente quer
Nada é comum, as vezes é
Nada é como a gente quer
Nada é comum, as vezes é
Em cada janela de apartamento uma solidão
Um peito que arde talvez sem alarde na escuridão
Pensando na vida, no próximo passo, num bom lugar
Fé cega na faca amolada, afiada pra não cortar
E meus amigos, todos fudidos de cabeça
E meus amigos, todos fudidos de cabeça
Menos paulinho, pelo menos eu acho ou então disfarça muito bem
Em Copacabana, na barra é bacana de sobreviver
De noite na lapa fechei um buteco e um verso clichê
Mas não deu em nada, esse verso empaca e se perde no chão
Tô eu sem saber que conselho vender, cigarro na mão