Sou poeta
Não porque sei fazer rima
Esse dom carrego comigo
Embora analfabeta
A vida é uma mãe que ensina
Nasci no Hospital São Vicente de Paulo
Pelas mãos do doutor Paulo Ney
Naquele primeiro de maio
De mil novecentos e noventa e seis
Primogênito de Das Dores
Das dores vencedor
Orgulho muito tenho
Porque sei meu valor
Sou filho de Barbalha
De todos, o menor
Sou poeta que trabalha
Derramando meu suor
Vejo a vida com os olhos da realidade
Às vezes, num piscar de olhos, fujo dela
Viajo até pra outra cidade
Num instante volto pra minha terra
Escrevo tantas coisas
Tantas coisas belas
Palavras que em si trazem
O que a beleza revela