Hoje sei que me contemplavas antes mesmo de ter consciência de tua existência
Me assistia como telespectador, não como alguém que me via a distância
Mas sim, pelo espaço que para ti não havia
Nós lampejos amargos da vida, me questionava se tu me vias
Mal souberá eu que os olhos de fogo em mim permaneciam
Me cuidavam, me vigiavam, guardavam
No fundo meu espírito sabia, ansiava por algo ou alguém que me desprenderia
Das correntes pesadas que na alma eu trazia
Esperava em agonia pelo dia em que alegria chegaria
Buscando esperança em lugares que se não fosse o teu cuidado eu morreria
Mas logo vai-se embora a noite para que o Sol brilhe outra vez
E tão certo como o Sol nasce, a velha eu se desfaz
Quiserá eu ter palavras para descrever a imensidão imensurável da tua presença
Presença essa que encheu as lacunas vazias de uma vida de pecado que desfalecia
Como diamante bruto sendo lapidado dia após dia, pelas mãos cuidadosas de quem primeiro me amou
Dando-Te meus dias, minha juventude, meu fôlego de vida, para amar, servir e te esperar
Mesmo distantes em corpo, mas próximos pelo coração
Coração esse que lhe entreguei, quando o velho homem afoguei
A distância agora é curta, o espaço é uma oração
A alegria chegou, não permanente, porque na vida temos aflições!!
Mas anelando pelo dia que finalmente nos veremos face a face
Ah! Receber aquele abraço, ver teu sorriso
E sentir que nos teus atos de ternura, a dor, a morte e todo sofrimento, ausentando-se para toda a eternidade
Glórias a Deus! O pecador achou salvação