O mais puro campeirismo
Na singeleza do ambiente
Contrasta com mil relíquias
Dos tempos de antigamente
Um taura, por excelência
Faz vezes de anfitrião
Tecendo tons de amizade
Aos que chegam ao galpão
Com ares de simpatia
Num gesto simples, sem luxo
Grita o Taura, mui contente
Chega pra diante, gaúcho!
Larga as tralhas, toma um mate
Canta um verso, toca um pinho!
E a gente se sente em casa
No bolicho do bolinho
Bolicho, rancho, galpão
Moradia, pouco importa
Se transpira tradição
Já, logo ao passar na porta
Dom Bolinho, qüera bueno
Num gauchismo profundo
Encontra naquele ambiente
O melhor lugar do mundo
As paredes desse rancho
Reverenciam memórias
Forjadas de tradição
De campeirismo e de glórias
São trastes, por vez, valiosos
Mantidos com lealdade
De um passado revivido
Na contemporaneidade
Esse é o famoso bolicho
Um lugar tradicional
E tudo que lá se encontra
É acervo cultural
Singelo, como descrito
Mas, de elevado capricho
Fica em Caxias do Sul
O tão falado bolicho