Quando o Sol vem despontando
Lá por de trás da coxilha
Enquanto tomo um amargo
Vou preparando a encilha
Cortando os campos do pampa
Vou de cavalo na sorte
Sou a estampa do rio grande
Viajando de sul a norte
Num suave bater de cascos
Galopando campo afora
O meu cavalo é ligeiro
E não precisa de esporas
Sempre tratei meus amigos
Com carinho e com respeito
Tenho um coração gaúcho
Batendo dentro do peito
Das amizades que faço
Carrego recordações
Repartindo sentimentos
Dividindo emoções
Pelos caminhos do sul
Vou semeando lealdade
Plantando amor e carinho
Pra nunca colher saudade
Quando a tarde se despede
A noite então pede cancha
A malvada da saudade
Neste meu peito se arrancha
Lembrando daquela prenda
Que deixei lá no rincão
A distância me judia
Maltrata meu coração
Mas não me dou por vencido
Sou gaúcho sangue puro
Pelos caminhos prossigo
Sempre a buscar o futuro
A bandeira do meu sul
É a minha identidade
Cavalgo rio grande afora
Nos braços da liberdade