Vivemos um tempo em que muitos cristãos não buscam a cruz
Mas só emoção
Euforia nas luzes, o som, a canção
A tal emoção subiu ao trono do coração
Não é errado sentir, mas sim onde ela está
Adoram a sensação, não aquele que vem pra salvar
Não é adoração, é dopamina
Sedução do sentir que apaga a doutrina
A dopamina virou o novo amém
Se arrepiei, é Deus
Se chorei, é Deus
Se gostei, é Deus também
Mas nem sempre Deus fala no prazer
Às vezes no silêncio pra nos fortalecer
Ou na dor que molda e santifica
É ali que a graça nos purifica
Cultos viraram eventos e shows
O altar, um palco, brilhando aos olhos
Discípulos não se formam assim
Consumidores tomaram o fim
Cristo não prometeu só sensação
Ele nos chamou a tomar a cruz na mão
Ela pesa, ela corta, nos faz morrer
Pra então dele a vida receber
Não é adoração, é dopamina
Sedução do sentir que apaga a doutrina
A dopamina virou o novo amém
Se arrepiei, é Deus
Se chorei, é Deus
Se gostei, é Deus também
Mas nem sempre Deus fala no prazer
Às vezes no silêncio pra nos fortalecer
Ou na dor que molda e santifica
É ali que a graça nos purifica
Cristão de dopamina é muito devagar
É crentinho nutela que logo vai parar
Hora do louvor levanta a mão
Faz careta forçando a chorar, mas só que não
Não teve nada e vai embora frio e sem unção
A adoração não é o que você sentiu
É o que se tornou quando o culto já partiu
O crente de verdade é crente mocotó
Moldado e transformado que nada lhe dá nó
Não é adoração, é dopamina
Sedução do sentir que apaga a doutrina
A dopamina virou o novo amém
Se arrepiei, é Deus
Se chorei, é Deus
Se gostei, é Deus também
Mas nem sempre Deus fala no prazer
Às vezes no silêncio pra nos fortalecer
Ou na dor que molda e santifica
É ali que a graça nos purifica
A dopamina pode até lotar
Mas só a verdade pode libertar
E a verdade nem sempre traz prazer
Às vezes destrói pra depois refazer
Nem tudo que agrada vem do senhor
E nem tudo de Deus trará só sabor
Não troque a presença pela sensação
Adore a Deus, não a emoção
Não é adoração, é dopamina
Sedução do sentir que apaga a doutrina
A dopamina virou o novo amém
Se arrepiei, é Deus
Se chorei, é Deus
Se gostei, é Deus também
Mas nem sempre Deus fala no prazer
Às vezes no silêncio pra nos fortalecer
Ou na dor que molda e santifica
É ali que a graça nos purifica
Agora o que vou cantar, talvez não vá agradar
Mas é verdade que precisamos destacar
Em muitos cultos o retete faz confusão
Pensam ser presença, mas não passa de ilusão
É fogo de palha que não traz transformação
O culto se acaba e não há renovação
Voltam pra casa do mesmo jeito que estão
Pois não buscaram a cruz, buscaram só emoção
Não é adoração, é dopamina
Sedução do sentir que apaga a doutrina
A dopamina virou o novo amém
Se arrepiei, é Deus
Se chorei, é Deus
Se gostei, é Deus também
Mas nem sempre Deus fala no prazer
Às vezes no silêncio pra nos fortalecer
Ou na dor que molda e santifica
É ali que a graça nos purifica