Fugi dos meus tormentos
Me sinto preso quase sempre
Com raiva de mim mesmo
Tendo que me suportar
Sem me entender
Tentando, insistindo e procurando
Apenas uma
Uma razão para viver
Tendo que me suportar
Sem saber o que vai acontecer
Até que tudo esteja claro
Vivendo a clausura
E a esta solidão não posso me entregar
Procurando uma razão para continuar
Não sei se eu
Ou o mundo que me rejeitou
Se os meus passos já não levam a lugar algum
Ou se o caminho se curvou
É imprescindível me analisar
É inevitável
Essa guerra não vai terminar
Essa luta com meu próprio eu
Esgota corpo e alma
E que faz eu esquecer de mim
Da vida, da morte, do amanhã
Até que eu caia novamente