Pere, peregrino, me sinto assim em meio ao caminho
Da casa pro trabalho, do trabalho para o ninho
Respiro fundo, anseio o futuro, focado no agora
Colhendo coisas que não foram plantadas por mim
Família de sangue é um vaso ruim
Nem tudo que carrego faz parte de mim
Cheguei num ponto da vida
Que não sei mais se equilibra
Profissional, sentimental, no espiritual, fujo do ritual
Preciso ser mais racional
Afinal, não foi você que decidiu ser diferente do igual?
Sigo leve, com o peso do destino
Na trilha da vida, cada passo é um ensino
Entre o céu e o abismo, uma dose de absinto
Caminho sem mapa, só sigo meu instinto
Sigo leve, com o peso do destino
Na trilha da vida, cada passo é um ensino
Entre o céu e o abismo, uma dose de absinto
Caminho sem mapa, só sigo meu instinto
Peregrino, mundo utópico seguindo o seu caminho
Nele um maço de cigarro, duas taças de vinho
Viajando nos embates, me pego pensando
Seria essa uma chance de ganhar o combate?
Ajudar meu velho eu, com dilemas já resolvidos, crack
Custo acreditar que isso aconteceu, crack
Não rimo de túnica
Nem quero ser uma mensagem de visualização única
Tipo uma batalha de duas crews
Quem bate mais no beat intimida o adversário, tio
Em cima no stance top rock de ladrão
Fazendo foot work, girando tipo Kenswift
Respeita os fundamento e dança no flow
O auge é conseguir segurar o freeze. Flow, flow
Duas gramas de ice nug
Cinco de Colômbia. Finalizei no beat
Peregrino, jornada sem fim
Tipo uma maratona que não acaba para mim
Sigo leve, com o peso do destino
Na trilha da vida, cada passo é um ensino
Entre o céu e o abismo, uma dose de absinto
Caminho sem mapa, só sigo meu instinto
Sigo leve, com o peso do destino
Na trilha da vida, cada passo é um ensino
Entre o céu e o abismo, uma dose de absinto
Caminho sem mapa, só sigo meu instinto