Tarja preta pra mim é censura
O meu remédio sempre foi a loucura
Sem medo, motivo ou choro
Eu me estranho aos poucos
Entre o sonho e a coragem
Isso é herança de louco
Sem tempo pra pensar
Foi lá e fez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez
Tarja preta não é sobre doença
Ideologias ou crenças
È sobre não se encaixar
Nas regras do jogo
Entre o sagrado e profano
Continuo brincando com fogo
E se o dia não acabar bem
Amanhã recomeço talvez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez
Tarja preta, o gosto do meu desejo
O doce e o amargo de um beijo
Faz revelar quem se esconde
Onde só a alma responde
É o sono sem sonho
É o dia sem cor
A paz que anestesia
É o preço de ser o que sou
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem tudo, podem tudo de uma vez
Só os loucos, só os loucos de verdade
Podem ser o que são de uma vez