Palavras cortantes em ecos sem fim
Semearam espinhos no jardim
No meio do caos, onde o olhar não alcança
Há laços que apertam, a alma balança
O vento traz gritos que ferem a paz
E paredes se erguem, onde o amor desfaz
No calor dessa chama, eu resisti
Mas sei que a fúria não vai desistir
O peso do fogo parece esmagar
Mas é nele que aprendo como posso mudar
As cinzas levantam, o céu vai abrir
De toda essa dor, eu hei de emergir
Entre chamas que dançam na contradição
Transformo o ódio em luz para o perdão
Nos gestos de ferro, em busca de razão
Na pressa de impor, que endurece o coração
Eu ouço a brasa sussurrar bem baixinho
Permaneça firme, não desfaça o caminho
Já senti o amargo do peso a crescer
E no silêncio, fiz forças pra não me perder
Caímos e nos erguemos, vez ou outra, assim será
Que na luta interna, o amor vencerá
O peso do fogo parece esmagar
Mas é nele que aprendo como posso mudar
As cinzas levantam, o céu vai abrir
De toda essa dor, eu hei de emergir
Entre chamas que dançam na contradição
Transformo o ódio em luz para o perdão
Se o som do rancor vier me atrair
Evito o abismo para não cair
Se as correntes pesarem dentro de mim
Respiro profundo, busco apoio pra resistir
O peso do fogo parece esmagar
Mas é nele que entendo o que posso soltar
As cinzas levantam, o céu vai abrir
De toda essa dor, eu hei de emergir
Entre chamas que dançam na contradição
Transformo o ódio em luz, encontro o perdão