Primeiro vem a morte
Quebrando a cara de qualquer um
Viver, trabalhar e morrer
Adormecer numa vala comum
E abre diante dos olhos
O questionamento de tudo o que vê
E tem que ter estômago firme
Pra pôr o dedo onde não quer se mexer
Mais tarde se entende o início
O benefício de uma boa ilusão
Se topa alguma das danças
Passa cimento nos dois pés no chão
De novo um estômago firme é um pré-requisito
Da situação
Processo igualmente sofrido
Viver engolindo o que não se pode mudar
Acendo as velas diante da imagem
De qualquer coisa que me deu coragem
Pra que eu preenchesse a vida selvagem
De interrogação
Mas quando a cobra bem do meu lado
Devora ao vivo o próprio rabo
Me falta coragem pra aceitar as coisas
Como elas são
É preciso ter um pé de diamante
Perder o medo de sonhar grande
Porque, se em algum instante a coisa mudar
E eu por acaso me apaixonar
Por uma vida diferente
Serei feliz por acidente
E vou querer, sinceramente
Me acidentar
Eu vou querer, sinceramente
Me acidentar
Eu vou querer, sinceramente
Me acidentar