O som das vozes ecoava no pátio
Mãos erguidas, pedras prontas
A lei gritava justiça, o medo pedia fim
Mas então Ele se abaixou e o silêncio venceu o ruído
A terra recebeu a escrita da graça e o tempo parou
Diante do olhar do Cordeiro
Eu era o alvo, o erro em cena
Cercado por pedras, vergonha e pena
Cada acusação soava igual, ninguém via a alma, só o meu mal
O som das pedras cortava o ar, mas Sua voz fez tudo parar
Ele não me olhou para ferir, mas para provar que amar é redimir
Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra
E o chão começou a ouvir o som das culpas caindo
Um a um se foram todos, Ele ficou
O Santo no meio dos pecadores, o Justo diante da culpa
E Ele me disse com voz de paz
Eu também não te condeno, vai e não peques mais
A pedra caiu, mas não sobre mim
O peso acabou, a morte chegou ao fim
A culpa sumiu, o céu abriu
A verdade invadiu, o medo fugiu
Eu sigo o compasso da voz que conduz
Meu veredito é o sangue e a luz
Mãos me ergueram para continuar
O chão virou altar e o amor me fez firmar
Deixei no chão o que me feriu, a dor da lembrança, o vento sumiu
A alma respira, o fardo saiu, a graça chegou e o céu me vestiu
Livre! O julgamento parou, graça foi quem me lavou
A lei se calou, o Rei agiu, a cruz falou e a vida sorriu
Sou cicatriz que virou sinal de cura
A prova viva do amor que perdura
A tinta do erro virou perdão
O chão virou campo de adoração
Não me escondo, eu sou vestido de graça, coroa e lençol
Sou testemunho da nova aliança, a pedra caiu, nasceu esperança
Atenção, redimidos: A pedra do juízo caiu
Ela é agora a base da missão, você é o eco da redenção
Levanta, não acusa, abraça! Jesus é o caminho da graça
Jesus é a verdade, o Rei da paz
Fui perdoado, fui alcançado, o meu interior foi restaurado
Meu governo é Cristo, não há rival
Meu descanso é o Pai celestial
A sentença rasgada, o contrato limpo
Sou milagre vivo, o templo é Cristo em mim
O amor venceu, a lei cedeu, a cruz falou e tudo renasceu