Imagine se a gente
Fosse outro alguém
Ao acordar pela
Manhã, como seria
Tanta gente, que
Pensa em si só, sem
Nunca ter um pingo
De empatia
A quem trabalha
O dia todo, e por
Não ter onde morar
Dorme no relento da
Rua
Assim fosse a
Magia, ao acordar
No outro dia, já está
No conforto de uma
Mansão que é toda
Sua
Alguém que tanta
Fortuna possua
Com sua mansão
Exibindo seu carrão e
Uma ilha toda sua
Ao acordar no novo
Dia, no meio do frio
Da fome e solidão no
Relento da rua
Assim fosse a
Magia, quando há
Falta de empatia, nua
E crua